POR REJUVENESCIMENTO OU LONGEVIDADE

Esta semana ouvi um video de Flavio Passos, pesquisador e professor de saúde, sobre o estudo “Reversal of protein chemical aging by enzymatic declination” (Nature Communication – julho/2026), que está viralizando como notícia de beleza, informando que cientistas conseguiram reverter o envelhecimento de uma artéria humana, de 75 para níveis de 30 anos.

Flavio esclarece que, na verdade, não se trata de rejuvenescimento da pele, nem da descoberta da chave para regredir a idade biológica, mas de uma mudança na forma de como a ciência enxerga o processo de envelhecimento. Com a construção de uma enzima em laboratório, os cientistas abriram uma pequena ‘fresta’ para que um dia seja possível remover o dano que causa o envelhecimento: a glicação, fenômeno natural que forma crostas de açúcar no sangue ao longo do tempo.

Chamou a atenção sua a afirmação de que há decisões que podem ser tomadas hoje para desacelerar o dano, garantindo qualidade de vida e longevidade, com destaque para a saúde muscular, maior sumidouro de açúcar do corpo, pois quanto mais forte e ativa a musculatura, mais estável fica o açúcar no sangue.

Como invariavelmente me acontece, enquanto absorvo a mensagem, visualizo o design, que se eleva tridimensionalmente do plano das informações, revelando a lógica da estrutura e dinâmica de como os elementos se interrelacionam. Em seguida, vejo o modelo aplicado a projetos e organizações como organismos vivos, como já abordei em alguns textos anteriores.

Conecto a ideia com o conceito de Acoplamento Estrutural de Humberto Maturana e Francisco Varela, que explica que mudanças em um projeto não acontecem por imposição externa pura. O ambiente dispara reações cuja execução depende da estrutura interna da própria organização. E indago:

Com que frequência líderes decidem por caminhos e correções estéticas, influenciados por eventos externos apenas?

Por que ainda se opta por modelos tradicionais de contenção de danos e riscos, em lugar do olhar sistêmico, que valoriza a identidade e o desenvolvimento continuo, por uma musculatura saudável de relacionamentos, que efetivamente geram valor e propiciam longevidade?

Propósito compartilhado, Pensamento sistêmico e Perspectiva estratégica orientam o Posicionamento Estratégico, força propulsora do Design para o Desenvolvimento com Significado – integral, contínuo e ativo-, que estimula novos olhares, enquanto promove a expansão de capacidades e a geração de valor em projetos, negócios e organizações como organismos vivos, agentes de transformação.

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Hânia Ribeiro
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