Na publicação anterior, refletimos sobre a importância de expandir a visão comum de partir de uma expectativa para a concepção, construção e crescimento de projetos, negócios e organizações. Propomos um novo olhar sistêmico, da expectativa como ponto de partida à identificação da essência, o propósito transformador que tenha significado e faça diferença às pessoas e ambientes que se quer desenvolver.
Geralmente, o movimento pós-expectativa é de estruturação, de formatação da ideia, que muitos entendem ser já a construção. Mas, não.
Como projetar uma casa sem considerar as características e interesses das pessoas, seus hábitos, preferências, enfim o modo de viver e conviver?
Esta reflexão leva a outra: Qual a importância que projetos e organizações têm dado à suas estruturas e modelos de desenvolvimento, relacionamento e compartilhamento de conhecimento? Se já é raro ver o impacto que as estruturas têm nesses movimentos vitais de expansão de capacidades e geração de valor, o que esperar, então, da proposta de levar em conta a energia que o lugar deve cultivar?
Como definir a essência do movimento? Como medir a energia do lugar? Provavelmente, perguntas que vêm automaticamente à mente. E, possivelmente, o estímulo a um novo olhar seria trocado pelo conforto de fazer o padrão conhecido, ainda que as respostas pudessem levar à melhoria do bem-estar e prosperidade.
A energia do lugar nada tem de subjetiva. Ela é concernente a compreensão de comunidades, projetos e organizações como organismos vivos em constante desenvolvimento. Corresponde ao espírito, à história e ao potencial vital único do lugar geográfico ou social, a singularidade que orienta o que deve ser construído ali e que crescerá organicamente, considerando os fluxos naturais de energia, claro, mas também fluxos culturais, econômicos e narrativos.
Pamela Mang e Ben Haggard, co-fundadores do Regenesis Group, afirmam que a energia de um lugar molda o design. Para eles, é o que sustenta a resiliência e, ao ignorar a vocação natural e cultural existente, a necessidade de energia externa para sobreviver torna-se constante, a manutenção requer mais recursos e o engajamento requer mais esforço.
Propósito compartilhado, Pensamento sistêmico e Perspectiva estratégica orientam o Desenvolvimento com Significado da HAGARI, transformando execução em experiências, êxito em realização a todos os envolvidos. O Modelo HALOM.HAGARI guia a elaboração de estratégias em três camadas integradas e simultâneas: pessoas, seus papeis e interações; as atividades e conquista dos objetivos e metas; e a sistematização e disseminação do conhecimento, como legado.
Aguardo seu contato. Vamos juntos fortalecer seu posicionamento estratégico!
Hânia Ribeiro